Ex-satanista abandona rituais após ouvir uma voz lhe dizer: ‘Vá à igreja’
04/01/2022 07:38 em Notícias

George Bearwood nasceu na década de 1960 em uma família da classe trabalhadora. Sua mãe morreu em um acidente de lancha quando ele tinha dois anos, e o menino acabou sendo criada pelos seus avós.

“Eu me tornei adolescente assim que o punk estava começando. Entrei para uma banda, fechamos um contrato com uma gravadora e começamos a fazer shows. Mas uma semana depois de deixar a escola, aos 16 anos, a gravadora nos deixou”, conta George.

Naquele período, o garoto já tinha desenvolvido o hábito de beber e usar drogas. “Se você tivesse me perguntado se eu estava feliz, eu teria respondido: ‘Sim’. Mas se você me pegasse quando eu estava sóbrio, provavelmente teria dito: ‘Não, a vida é um monte de m*’. Mas você nunca quer aqueles dias ruins, então você fica bêbado tanto quanto possível”, contou.

Ficando entediado com o punk, George acabou enveredando para um mundo mais oculto, tornando-se membro da Igreja de Satanás.

“Não havia nenhum ritual satânico; nós não sacrificamos bebês. Mas o satanismo trata de se colocar no centro de seu próprio universo. Você é Deus e você é Satanás. Você é a definição do que é bom e você é a definição do que é mau. Então é meio egoísta, porque é tudo sobre você e o que você quer”, contou.

Fuga nas drogas

George conta que a bebida, as drogas e o sexo eram apenas para escapar de algo (que ele nunca tinha certeza do quê), mas, com o tempo, evoluiu para o uso de heroína. “Passei de tomar alguns drinques no fim de semana para uma garrafa de vodka todas as manhãs”, lembra.

“Uma noite fui a uma festa, usei drogas e bebi muito. Eu desmaiei e fui levado para o hospital. Eles me trouxeram de volta à vida, mas me assustou até a morte. Parei de beber imediatamente. Demorou cerca de um ano para ficar livre das drogas pesadas e quatro anos para ficar livre de tudo”, conta George.

Ele diz que esse episódio aconteceu nos anos 80, quando a reabilitação era para pessoas ricas, então ele simplesmente se trancou no seu apartamento por um mês. “Eu sentia que ia morrer todos os dias. Você se senta lá, suando, vomitando e se sujando. Aquele primeiro ano foi o pior da minha vida”, lembra.

‘Vá à igreja’

George diz que no início dos seus 30 anos, perdeu o interesse pelo satanismo. “Não tomei uma decisão consciente de sair, mas percebi que provavelmente era um agnóstico ou ateu. Comecei um negócio musical e estava trabalhando em meu estúdio às 4 da manhã quando, de repente, as palavras ‘vá à igreja’ saltaram na minha cabeça. Eu ignorei, mas continuou acontecendo. Achei que estava tendo uma crise de meia-idade”, lembra.

“Um dia, eu estava passando pela Igreja de Santa Maria em Stoke Newington, Londres. Eles estavam fazendo um recital de órgão, então eu entrei. O pastor veio e começamos a conversar. Na manhã seguinte, um domingo, acordei às oito horas, o que era inédito. Pensei: vou voltar para aquela igreja. Eu não tinha ideia do que estava acontecendo ... isso é uma loucura”, relata.

George diz que não sabia porque, mas marcou um encontro com o pastor e disse que estava pensando em entrar para o ministério. “Passei duas horas contando a ele sobre meu passado, pensando: ‘Ele vai achar que sou maluco’. Mas ele apenas disse: ‘Bem, você precisa começar a vir à igreja primeiro’. Então comecei a ir todos os dias”, conta.

George diz que estava nervoso porque tinha andado com satanistas por anos, que diziam a ele que os cristãos o queimariam na fogueira. “Mas adorei estar lá [na igreja]”, conta.

“Depois de seis meses, comecei a trabalhar como verificador de igreja. Depois disso, treinei para o sacerdócio. ... Alguém dizia às pessoas que eu ainda estava aliado a Satanás e estava lá para destruir a Igreja por dentro! Só pensei: o que há com essas pessoas? O cristianismo tem tudo a ver com perdão e aceitação, e aqui estão os futuros líderes da Igreja agindo como adolescentes camaradas. Abandonei meu treinamento e não voltei à igreja por seis anos. Eu ainda acreditava, mas achava que religião organizada não era para mim”, conta.

Quando sua amiga, Alex, havia sido ordenada, George resolveu ir visitá-la em um fim de semana. “Ela disse: ‘Não temos ninguém para fazer a oração matinal por uma de nossas igrejas. Você faria isso?’ Eu disse: ‘Você está maluca’. Mas ela insistiu. Por fim, eu aceitei’”, lembra.

Depois disso, George começou a voltar para a igreja novamente. “Participei do processo de seleção, desta vez com a Igreja no País de Gales”, lembra ele, que hoje já está servindo no ministério.

Fonte: Guiame

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